quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Idosos em clima de férias




Idosos começam a viajar de graça a partir de sexta
Passageiros com 60 anos ou mais poderão, a partir de amanhã, ter bilhetes gratuitos para viajar de ônibus dentro do Estado de São Paulo.

As empresas deverão reservar dois assentos por ônibus para os idosos. A regulamentação da lei será assinada hoje pelo governador Geraldo Alckmin.

Para ter o direito, basta ao idoso ir a um guichê da companhia rodoviária, pelo menos, 24 horas antes da viagem. Ele deverá apresentar o RG.

Se os assentos já estiverem ocupados por outros idosos, a companhia não será obrigada a oferecer a passagem gratuita. Segundo o governo, a lei não prevê prazo de adaptação das empresas. Portanto, as reservas já poderão ser feitas a partir de amanhã.

As empresas que não oferecerem as passagens gratuitas a partir de amanhã poderão pagar multa de R$ 4.028.

Fonte: Jornal Agora (quarta 22/1/2014)


domingo, 19 de janeiro de 2014

Procedimentos para o bem-estar na aposentadoria




"A escola também por muitos anos e talvez até hoje, contribuiu para a formação de indivíduos moldados e treinados para o trabalho assalariado com a maneira mais desejável para a realização do ser humano. E o resultado final ao longo da vida é a aposentadoria ou o não trabalho"    

      A aposentadoria coincide com a entrada na Terceira Idade e para muitos idosos é muito difícil encarar a falta de rotina do trabalho quando se aposenta. Sem contar que a aposentadoria e os idosos, na atual sociedade de consumo, fazem parte de um segmento da população desvalorizado que é vista por muitos como improdutivo e que apenas aumenta gastos do Estado, com aposentadoria, atenção, saúde e entre outros cuidados.


E os aposentados, sem o trabalho a que se dedicaram durante longos anos de suas vidas, quase sempre, desenvolvem sintomas depressivos devido às dificuldades de refazerem seus projetos de vida.

Ciclo de vida





O que acontece para melhor entendermos a relação trabalho, aposentadoria e envelhecimento é que ao falarmos de envelhecimento e velhice temos que falar de ciclo de vida, ou seja, precisamos lembrar que se envelhece como se vive. Ciclo de vida é um conjunto de experiências acumuladas pelas sucessivas gerações em relação com a sociedade em que se vive. Então, os idosos de hoje foram disciplinados, socializados para a efetiva representação de papéis sociais que a sociedade esperava deles. Ou seja, desempenhar papéis e tarefas modeladoras no mundo do trabalho, numa forma capitalista de produção.

Os contextos sociais, econômicos e culturais nos quais os indivíduos estão inseridos influenciam a maneira como estes percebem e vivem o evento da aposentadoria. Através de histórias de vida, pode-se entender um pouco como cada pessoa viveu a vida e como internalizou os valores que a sociedade lhes impôs ao longo dos anos em que trabalharam.


A escola também por muitos anos e talvez até hoje, contribuiu para a formação de indivíduos moldados e treinados para o trabalho assalariado com a maneira mais desejável para a realização do ser humano. E o resultado final ao longo da vida é a aposentadoria ou o não trabalho, acarretando uma ruptura do vínculo social sem planejamento.

Aposentadoria




A aposentadoria é uma invenção moderna, criada nos fins do século XIX, na Alemanha. Seu conceito foi ampliado conforme a implantação do Estado do Bem-estar Social, nos países industrializados. A aposentadoria, como parte do processo de desengajamento do trabalho, apresenta aos trabalhadores o tempo livre como recompensa. Entretanto, os sistemas de aposentadoria se apresentam com o objetivo de garantir a renovação de mão-de-obra, e assim reserva aos mais velhos os papéis sociais de baixo 'status'.

A falta de planejamento para a aposentadoria faz com que a sociedade veja ainda os velhos como pessoas que 'teimam' em manter suas competências profissionais. O desengajamento sem planejamento e revisão de projetos de vida, traz baixa autoestima aos aposentados e a tendência de acharem que o momento social que estão passando – o evento da aposentadoria - é um fracasso social. Tudo isso é fruto de um processo, de uma construção social ao longo de gerações.


O trabalho de tempo integral, rotineiro, repetitivo e controlador, quase sempre não possibilita que o trabalhador desenvolva outras atividades ao longo da vida, seja ela profissional ou de lazer, que sirva para facilitar a vida após a aposentadoria.

É sempre tempo de criar e de transformar






Mas o ser humano é por natureza um ser criativo, consciente de suas habilidades e capaz de refazer sua história, seus projetos e planejar a vida mesmo com muitos anos já vividos. A ideologia dominante imposta aos seres humanos pela educação, pelos valores culturais e pela determinação de papéis sociais, não consegue abafar a capacidade de transformação do ser humano.

Assim, a aposentadoria pode se apresentar como um momento de reconstrução de novos investimentos e de novas descobertas. Torna-se importante o planejamento pré-aposentadoria, a conscientização do evento em si e elaboração de projetos de aproveitamento pós-aposentadoria. Aproveitamento do tempo livre, projetos criativos elaborados a partir da conscientização da situação de sujeito socialmente construído, mas com capacidade de ser ativo e alcançar a velhice bem-sucedida, sem depressão, sem solidão, sem sentimento de inutilidade, engendrando novas práticas de vida para serem e sentirem valorizados.

A escola também deve ter como missão pedagógica, formar indivíduos preparados com novas habilidades, novas competências necessárias à nova realidade. Pessoas capazes de criar, compreender o mundo em que vivem e saber julgar e refletir, a ponto de saberem redefinir papéis e reconstruir projetos de vida.
Seria então a aposentadoria um tempo de se transformar? Pode ser que sim ou não. Vai depender do que se deseja fazer de si mesmo.


Todo mundo pode a partir da tomada de consciência de sua história de vida construída socialmente, pode lançar mão de projetos de bem viver. Algumas estratégias podem ser adotadas para romper essas amarras que dificultam viver uma aposentadoria tranquila e transformadora. Todas elas dependem da ação de cada um, algumas delas precisam ser negociadas pelas entidades, instituições, associações de funcionários, sindicatos e órgãos de administração de recursos humanos, pelos acordos coletivos de trabalho, pelos centros de convivência e centros de atenção à saúde do idoso, entre outros.

Procedimentos para adquirir bem-estar na aposentadoria





Algumas ações podem contribuir para o enfrentamento da aposentadoria e ter o envelhecimento como benefício pessoal e não um processo de perdas. São elas:

• Fazer compreender que a o sentimento de menos-valia não é uma responsabilidade das pessoas, mas uma questão social.

• Incentivar a ampliação das relações sociais fora do âmbito do trabalho, como clubes, associações, atividades religiosas, grupos de viagens, esportivos, culturais, de lazer, de voluntariado, etc.

• Incentivar a continuação dos estudos.

• Buscar formas de poupança complementar, orientação nos aspectos sócioeconômicos.

• Prever uma outra atividade que traga prazer e que possa até complementar a renda.


• Promover uma retirada das atividades rotineiras, repetitivas, dedicar-se a outros projetos.

Brasileiros e os segredos de uma aposentadoria feliz




Amigos, pouca TV e hobbies estão entre as dicas para uma boa aposentadoria.

Tem-se a imagem de que, principalmente na Flórida, assim que uma pessoa se aposenta, começa a curtir a vida, frequentar restaurantes, viaja mais… Mas claro, há aqueles que não se adaptam, que têm pouca saúde, pouco dinheiro, ou mesmo falta de companhia. Um artigo publicado pelo U.S. News sugere alguns fatores determinantes para uma boa aposentadoria.

Saúde:
Boa saúde é, sem dúvida, o primeiro fator para uma aposentadoria feliz. De acordo com uma análise do Watson Wyatt 2009, mesmo tendo dinheiro, 50% dos aposentados com pouca saúde se sente infeliz.

Companheiro:
Aqueles que têm um companheiro são geralmente mais felizes do que os que não têm, de acordo com o mesmo estudo. A Universidade de Greenwich disse, no início de 2010, que a maioria dos casais que se aposentam juntos tende a ser mais feliz do que aqueles em que só um se aposenta e o outro continua trabalhando.

Rede Social:
O estudo da Universidade de Greenwich também disse que para os aposentados, ter amigos é mais importante que ter filhos. Aqueles que têm uma vida social são 30% mais felizes com suas vidas do que aqueles que não têm. Ter ou não filhos não mostrou muito impacto na felicidade.

Sem vícios na televisão:
Depois que você se aposenta, você terá muito tempo de sobra. Se você quer ser feliz, não ocupe o tempo livre com a TV. Uma pesquisa de 2005, do Instituto de Pesquisa Empírica em Economia em Zurique, constatou que aposentados que assistem muita TV são menos satisfeitos com suas vidas. O mesmo resultado foi encontrado outra vez, em 2008, na Universidade de Maryland. Nessa última, havia uma correlação negativa direta com a quantidade de tempo assisitindo TV e a satisfação com a vida: pessoas infelizes assisitam mais TV, enquanto pessoas felizes, menos.

Curiosidade Intelectual:
Adultos com mais de 70 anos que escolhem hobbies que estimulem o cérebro em vez de assisitir TV, são duas vezes e meia menos atingidos pelos sofrimentos do Alzheimer, de acordo com o livro “Retire Happy: What you can do now to guarantee a great retirement”.

Dinheiro suficiente:
Claro que você precisará de dinheiro o suficiente para ter um determinado estilo de vida escolhido. Mas fora isso, mais dinheiro do que o necessário não te fará mais feliz. O survey do Watson Wyatt disse que a quantidade de dinheiro que você tem para a aposentadoria é menos importante que o quanto você ganha, se comparado ao seu salário antes da aposentadoria. Se você tem o suficiente para continuar o mesmo estilo de vida que antes, você tem o suficiente.

Trabalho:

Se você não tem o dinheiro suficiente, não se desespere, pense na possibilidade de trabalhar. Pesquisadores da Universidade de Maryland disseram que aposentados que voltaram a trabalhar, por meio período, ou mesmo integral, são mais saudáveis. Mesmo trabalhos temporários têm impacto na saúde do aposentado. Os benefícios não dependem em quantas horas eles trabalham. Mesmo trabalhos voluntários causam bom impacto.